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GD Dias Ferreira é Campeão Nacional da 1.ª Divisão 2017/2018!

fonte:fpx.pt

Duplo sucesso do Grupo Desportivo Dias Ferreira no Campeonato Nacional da 1.ª Divisão. Além da conquista do título, confirmado na nona e última ronda com um triunfo sobre o Grupo de Xadrez do Porto, o conjunto matosinhense viu o seu primeiro tabuleiro, Jorge Ferreira, conquistar o mais importante grau de excelência de um xadrezista, o título de grande mestre.

No forte torneio, que decorreu nas instalações da Escola Príncipe da Beira, em Gueifães (Maia), o Desportivo Dias Ferreira mostrou ser o mais poderoso e conseguiu o segundo título do seu historial com oito vitórias e uma derrota, correspondentes a 25 pontos.

Na nona e última jornada, a equipa de Matosinhos só precisava de um empate frente ao Grupo Xadrez do Porto, mas fez melhor do que isso, batendo a equipa do clube mais antigo da Península Ibérica, por 3-1. Ficou assim consumado o oitavo triunfo do GD Dias Ferreira, que só viu a campanha vitoriosa interrompida pelo desaire frente à Assembleia Figueirense, na sexta jornada.

No primeiro tabuleiro do duelo decisivo, o mestre internacional Jorge Ferreira, que já havia obtido a norma definitiva que o conduz ao título de grande mestre na ronda anterior, empatou rapidamente com o mestre internacional russo Maksim Vavulin, o que também conferiu uma norma para o jogador do GX Porto (a segunda, de três necessárias para o título).

Também na terceira mesa se verificou um empate, entre Gabor Nagy (GDDF) e Jesus Iruzubieta (GX Porto), tendo o triunfo dos matosinhenses sido construído através das vitórias parciais de Lellys Martinez e de Florian Kaczur, nos segundo e quarto tabuleiros, respetivamente frente a Peter Lombaers e Javier Marchena.

A derrota no encontro decisivo fez o GX Porto descer da segunda para a terceira posição, por troca com a Academia de Xadrez de Gaia, que recuperou das duas derrotas nas duas primeiras rondas para ainda se sagrar vice-campeã. Recorde-se que a equipa gaiense tinha conquistado os três campeonatos anteriores.

RESULTADOS – 9.ª JORNADA: CX Montemor-o-Velho-ADRC Mata de Benfica, 2,5-1,5; CX A2D-Amadora Xadrez, 1-3;  AX Portugal/Atlantidiagonal-O Amanhã da Criança, 1,5-2,5; Assembleia Figueirense-AX Gaia, 1-3; GD Dias Ferreira-GX Porto, 3-1.

CLASSIFICAÇÃO FINAL 1.º GD Dias Ferreira, 25 pontos; 2.º AX Gaia, 23; 3.º GX Porto, 22; 4.º O Amanhã da Criança, 21; 5.º Amadora Xadrez, 20; 6.º Assembleia Figueirense, 18; 7.º AX Portugal, 16; 8.º CX A2D, 14; 9.º CX Montemor-o-Velho, 12; 10.º ADRC Mata de Benfica, 10.

O Rei

É a peça principal do jogo. O rei movimenta-se para todos os lados de uma em uma casa.

Na imagem em baixo, o rei branco está na casa d5. Nesta situação o rei pode ser movimentado para c6, d6, e6, e5, e4, d4, c4, ou c5 (oito casas distintas).

O rei não pode ficar ao lado do rei adversário, é considerado uma jogada impossível.

Se observar novamente a imagem, caso o rei preto estivesse na casa d7, as brancas jamais poderiam jogar o rei para as casas c6, d6 ou e6 por estarem atacadas pelo rei preto.

A Lenda de Sissa

Certa dia um sultão que vivia extremamente aborrecido ordenou que se organizasse um concurso, em que seus súbditos apresentariam invenções para tentar distraí-lo. O vencedor do concurso poderia fazer qualquer pedido ao sultão, que o mesmo seria atendido.

Estava de passagem pelo reino um sábio de nome Sissa. Apresentou este ao sultão um jogo maravilhoso que acabara de inventar: o xadrez. Entusiasmado com o jogo, o sultão ofereceu ao sábio a escolha de sua própria recompensa.

– Que teus servos ponham um grão de trigo na primeira casa – disse Sissa – dois na segunda, quatro na terceira, oito na quarta, e assim sucessivamente, dobrando sempre o número de grãos de trigo até a sexagésima quarta casa do tabuleiro.

O sultão concordou com o pedido, pensando que alguns sacos de trigo bastavam para o pagamento. Sua alegria porém durou somente até que seus matemáticos trouxeram os resultados de seus cálculos.

O número de grãos de trigo era praticamente impronunciável. Para recompensar Sissa seriam necessários exatamente 18.446.744.073.709.551.615 grãos de trigo.

Observando a produção de trigo da época, seriam precisos 61.000 anos para o pagamento de Sissa!

Incapaz de recompensar o sábio, o sultão nomeou Sissa Primeiro-Ministro, retirando-se em seguida para meditar, pois o xadrez ensinava a substituir o aborrecimento pela meditação.

A Origem do Xadrez

A invenção do jogo de xadrez já foi atribuída a Chineses, Egípcios, Persas, Árabes e, quem diria, a Aristóteles e ao Rei Salomão.

Porém a história não confirma tais lendas. Ao que tudo indica, o xadrez surgiu no norte da Índia, durante os séculos V e VI da era cristã. Nessa época não se chamava xadrez nem tinha a forma que conhecemos hoje.

Evoluiu a partir de um jogo indiano chamado chaturanga, em que quatro jogadores moviam suas peças de acordo com o resultado de um dado arremessado. Os movimentos das peças não eram todos iguais aos do xadrez. O chaturanga tornou-se mais popular quando se converteu num jogo para dois adversários.

A Pérsia foi provavelmente a primeira nação a conhecê-lo e quando sendo conquistada pelos árabes, estes o levaram juntamente com a expansão do Islamismo, até a Europa.

Com o advento da Renascença, o jogo de xadrez sofre as alterações definitivas, transformando-se em um jogo mais ágil. Novos poderes foram dados a algumas peças (dama, bispo, peões), nascendo assim, o xadrez moderno.